
O Museu de Lagoa – Açores organiza, no próximo dia 12 de fevereiro, uma ação de sensibilização dedicada à preservação do património religioso, que terá lugar na igreja de Nossa Senhora da Conceição, no Convento de Santo António. Sob o mote “Cuidar para preservar: boas práticas na limpeza do património religioso”, a iniciativa decorre entre as 9h30 e as 12h30, na freguesia de Santa Cruz, visando instruir os participantes sobre métodos de limpeza preventiva em espaços de culto.
Esta iniciativa da Câmara Municipal de Lagoa será ministrada por uma técnica superior do museu com especialização em Património e Museologia. De acordo com nota de imprensa enviada ao nosso jornal, o objetivo central passa por dotar os interessados de noções básicas de conservação, distinguindo-se, contudo, de uma formação técnica especializada em restauro. O foco incide na aplicação de procedimentos que evitem a degradação dos bens culturais durante as rotinas de manutenção.
A autarquia lagoense justifica a relevância desta ação com o peso histórico, cultural e artístico que o património religioso representa para a identidade local. Segundo a organização, a correta conservação destes bens depende diretamente dos cuidados diários aplicados por quem manuseia as peças, sendo crucial evitar o uso de produtos nocivos ou técnicas desadequadas que possam causar danos irreversíveis nos materiais.
O evento é aberto ao público em geral, destinando-se especificamente a assistentes operacionais, voluntários que colaboram na manutenção das igrejas, assistentes técnicos e técnicos superiores. Não são exigidos conhecimentos prévios na área, pretendendo-se que a sessão seja acessível a todos os que zelam pela integridade dos templos e do seu recheio artístico.
A participação é gratuita, embora esteja sujeita à lotação do espaço. Os interessados deverão formalizar a sua inscrição até às 11h00 do dia 11 de fevereiro. O registo pode ser efetuado através do formulário disponível no portal e redes sociais da Câmara Municipal de Lagoa, ou alternativamente através do contacto telefónico e do correio eletrónico do museu.

O Pavilhão Multiusos dos Remédios, na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, transforma-se no epicentro da cultura popular açoriana entre os dias 6 e 8 de fevereiro, reunindo cantadores de renome e gastronomia regional numa edição que assinala as duas décadas do evento.
O lugar dos Remédios, na freguesia de Santa Cruz, prepara-se para acolher a 20.ª edição do Festival de Cantorias ao Desafio, uma iniciativa da Associação Cultural e Recreativa dos Remédios. Este marco comemorativo de vinte anos de existência volta a elevar a arte do improviso, contando com um cartaz que inclui vozes como Eduardo Papoula, vindo dos Estados Unidos da América, José Eliseu e Roberto Toledo, da ilha Terceira, Bruno Oliveira, de São Jorge, e os anfitriões de São Miguel, Bruno Botelho e Paulo Miranda. A mestria das rimas será acompanhada pelos acordes dos tocadores Fernando Silva, Marco Silva, Renato Cordeiro e Toni Silva, garantindo a autenticidade musical que caracteriza este certame ao longo dos três dias de programação.
Para além do palco, o festival afirma-se como um ponto de encontro gastronómico, oferecendo aos visitantes a oportunidade de degustar iguarias típicas em diversas barracas de comida tradicional, com destaque para as sopas, torresmos, inhames, morcela, chouriço e carne guisada, sem esquecer os doces regionais como as malassadas e o arroz-doce.
A celebração arranca na sexta-feira, dia 6 de fevereiro, pelas 19h30, com a abertura oficial na presença de autoridades locais, seguida pela atuação do grupo Doce Sinfonia às 20h00 e o início das cantorias às 21h00. No sábado, o programa abre às 20h00 com o cantor Nuno Martins, dando lugar aos desafios uma hora depois. O encerramento, no domingo, dia 8, segue o mesmo figurino, iniciando-se com a voz de Mafalda Borges Medeiros antes do último grande momento dedicado ao improviso.

O polo da Lagoa do INETESE – Instituto de Educação Técnica transformou-se num palco de reflexão e partilha esta sexta-feira, 30 de janeiro. Sob o mote “A Paz Começa em Mim”, os alunos do 2.º ano do curso Técnico Administrativo dinamizaram a criação de um “Mural da Paz”, uma atividade que envolveu estudantes, formadores e colaboradores num compromisso coletivo com os valores humanos.
A iniciativa, inserida nas comemorações do Dia da Não Violência Escolar e da Paz, desafiou a comunidade educativa a deixar frases, desenhos e palavras de ordem sobre respeito e empatia. O resultado foi um espaço simbólico de união que serviu para recordar que a harmonia escolar depende das pequenas atitudes diárias de cada um.

Para a professora Maria Beatriz Pereira, que acompanhou o projeto, o balanço é extremamente positivo. A docente destacou a forma “positiva e responsável” como os alunos conduziram a atividade, evidenciando um forte sentido de cidadania e cooperação em todas as fases da organização.
Mais do que uma data a assinalar, o evento procurou transmitir que a escola é, acima de tudo, um lugar de acolhimento. Ao promover este tipo de ações, o Inetese realça que reafirma o seu papel na formação de cidadãos conscientes e solidários, provando que, para lá dos conteúdos académicos, a educação para os valores é o alicerce de um futuro mais justo e seguro.

A Secretaria Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública e a Secção Regional dos Açores da Ordem dos Arquitetos apresentam, nos próximos dias 4 e 5 de fevereiro, os relatórios das propostas orientadoras para a intervenção e requalificação das antigas Fábricas do Álcool e do Açúcar, dois espaços emblemáticos do património industrial que agora procuram uma nova vida.
O processo que agora culmina nestas apresentações públicas teve o seu início a 11 de novembro de 2024, através de um protocolo de cooperação entre o Governo regional dos Açores e a Ordem dos Arquitetos. O objetivo central passou pela definição de uma solução que fosse, simultaneamente, conciliadora e exequível para o futuro de ambos os complexos industriais. Ao longo do último ano, a metodologia de trabalho incluiu visitas técnicas e debates abertos à comunidade, realizados na Lagoa e em Ponta Delgada, bem como um processo de auscultação pública que permitiu integrar diferentes perspetivas sobre a preservação e o aproveitamento destas estruturas.
A primeira sessão, dedicada especificamente à Fábrica do Álcool, terá lugar na Lagoa, no dia 4 de fevereiro, pelas 20h30, no auditório do Nonagon. No dia seguinte, 5 de fevereiro, a atenção vira-se para a Fábrica do Açúcar, com uma sessão agendada para as 17h30 no Salão Nobre do Teatro Micaelense, em Ponta Delgada. Estas apresentações representam o encerramento do trabalho desenvolvido pelas duas comissões de trabalho constituídas para o efeito, disponibilizando agora à população os resultados e as visões estratégicas para cada local.
Esta iniciativa surge inserida numa política de valorização do património regional, pautada pela transparência em torno de imóveis que são considerados testemunhos fundamentais da história industrial dos Açores. Ambas as instalações integraram o património da Região Autónoma dos Açores no final de 2021, na sequência do processo de extinção da SINAGA – Sociedade de Indústrias Agrícolas Açorianas, S.A., o que abriu caminho para esta reflexão sobre o seu futuro uso e integração urbana.

A Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, na cidade da Lagoa, em São Miguel, recebe, no próximo dia 5 de fevereiro, pelas 15h30, um encontro com a autora Paula de Sousa Lima, numa sessão centrada na sua obra «Os Velhos». Segundo uma nota de imprensa enviada às redações pela Câmara Municipal, a iniciativa conta com o apoio da Editora Letras Lavadas e destina-se a um público intergeracional, bem como ao público em geral.
Este encontro constitui uma oportunidade para leitores de diferentes gerações dialogarem com a autora sobre a sua obra e o seu percurso literário, num espaço de partilha e reflexão em torno da literatura contemporânea portuguesa. Natural de Lisboa e filha de pais açorianos, Paula de Sousa Lima reside no arquipélago açoriano desde os seis anos, sendo licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e mestre em Literatura Portuguesa.
A autora mantém, desde há vários anos, uma colaboração assídua na imprensa regional, com crónicas e artigos sobre literatura, colaborando regularmente com o jornal Açoriano Oriental. É autora de sete romances, entre os quais «O Paraíso» (finalista do Prémio LeYa), e três livros de contos, destacando-se «O Outro Lado do Mundo», vencedor do Prémio Daniel de Sá.
Dinamizadora de cursos de escrita criativa, Paula de Sousa Lima tem muitas das suas obras integradas na lista de leituras recomendadas pelo Plano Regional de Leitura, reforçando o impacto do seu trabalho na promoção da cultura e da língua portuguesa na região.

Um homem de 47 anos ficou em prisão preventiva após ter sido detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, no concelho da Lagoa, por fortes suspeitas da prática do crime de tráfico de droga.
De acordo com comunicado do Comando Regional da Polícia de Segurança Pública dos Açores, a detenção foi efetuada por polícias da Brigada de Investigação Criminal da Esquadra da Lagoa, no âmbito de uma operação direcionada para o combate ao tráfico nos concelhos da Lagoa e da Ribeira Grande.
Após a recolha de elementos probatórios e com recurso a meios adequados de obtenção de prova, a operação policial permitiu apreender 162 doses individuais de heroína, 56 doses de haxixe e a quantia de 2400 euros em dinheiro, além de diversa parafernália relacionada com o crime em investigação.
O arguido foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo a Autoridade Judiciária determinado a aplicação da medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva, face ao quadro de ilicitude apresentado.

O Convento de Santo António, na cidade da Lagoa, é esta sexta-feira e sábado, o ponto de encontro para dezenas de casais do Setor Açores Oriental das Equipas de Nossa Senhora (ENS), que participam num retiro espiritual orientado pelo padre João Emanuel Pereira. O sacerdote da Diocese do Porto traz até à ilha de São Miguel uma reflexão profunda sobre a vivência do matrimónio cristão, num tempo em que a correria e o cansaço do quotidiano colocam desafios constantes à vida em família.
Partindo de uma abordagem original que cruza a espiritualidade com a literatura, o orientador socorre-se de passagens de “O Principezinho”, de Saint-Exupéry, e da poesia de Daniel Faria para abordar a importância do cuidado mútuo. Como refere o padre João Emanuel , “casamos e o sacramento do matrimónio vale por si, mas há um trabalho contínuo que precisa de ser feito. O cansaço e a rotina desmoralizam muitas vezes a relação, e parar para pensar como recativar é fundamental”.
Ao longo deste tempo de pausa e oração, o movimento das ENS apresenta-se como uma “alavanca” para os casais, promovendo dinâmicas como o “dever de sentar”, que convida ao diálogo e à escuta no seio do lar. Para o sacerdote, a família deve ser um lugar de “sinodalidade”, onde a identidade do batismo se traduz numa caminhada conjunta e não num isolamento individualista.
O presbítero alerta, contudo, para os riscos de um cristianismo meramente cultural ou de tradição, que nem sempre se traduz numa pertença efetiva à vida da Igreja. “O sentido do religioso está muito presente na nossa contemporaneidade. As pessoas procuram algo que as ligue ao transcendente”, explica, notando que a falta de paixão e conhecimento sobre a figura de Jesus Cristo leva muitas vezes ao afastamento da comunidade.
Nesse sentido, o retiro na Lagoa pretende ser mais do que um momento de isolamento, funcionando como um apelo à responsabilidade comunitária e ao acompanhamento espiritual. Segundo o orientador, “vivemos da comunidade e para a comunidade. Se alguém quiser viver a sua relação com Deus de forma totalmente individual, sem este vínculo comunitário, dificilmente encontra espaço na Igreja”. O encontro termina com o desafio de redescobrir o amor ao próximo vivido no dia a dia, reforçando que a fé exige uma entrega concreta e apaixonada.